Exército vai agir com poder de polícia e entra na luta contra narcotráfico em MS

Exército vai agir com poder de polícia e entra na luta contra narcotráfico em MS

Objetivo é aproximar cidadão das forças armadas e fortalecer a segurança

Renan Nucci 

Militares querem fortalecer segurança na fronteira. Foto: Divulgação.

O CMO (Comando Militar do Oeste) implantou número disque-denúncia para fortalecer a segurança nas fronteiras com a Bolívia e o Paraguai. Por meio do número 0800 258 0006, cidadãos poderão enviar informações ao Exército Brasileiro a respeito de crimes como tráfico de drogas, contrabando e roubo de veículos entre outros considerados “transfronteiriços”. O canal funciona de forma idêntica ao 190 da Polícia Militar, garantindo total sigilo à fonte.

Os militares vão atuar como polícia, promovendo fiscalizações e abordagens. As ações serão realizadas em conjunto com outros órgãos de segurança pública, como a PM, a Polícia Civil, a Polícia Federal e as polícias rodoviárias Estadual e Federal. De acordo com o tenente-coronel Sérgio Leandro Jacob Alves, o sistema já funciona desde o final de agosto, em Corumbá, na fronteira com a Bolívia, após realização da Operação Ágata.

Na fronteira com o Paraguai, já foi estruturado e vem sendo usado, mas lá ainda não foi oficialmente lançado. “É um sistema usado tanto no Mato Grosso do Sul como no Mato Grosso, que tem objetivo de aproximar o cidadão do Exército Brasileiro”, afirmou ele lembrando que todas as ações dos militares estão amparadas por Lei. “Temos garantia por decreto de agirmos até 150 quilômetro nas linhas de fronteira”, pontuou. 

A Bolívia é um dos principais fornecedores de cocaína da América do Sul e receptador de veículos roubados. Já o Paraguai, é grande distribuir de maconha e cigarro contrabandeado. Tais comércios são fomentados pelo crime organizado do Brasil que atua na linha internacional com os dois países, se prevalecendo das fronteiras abertas. “Por isso a importância da presença do Exército. Todas as nossas ações serão integradas”, reforçou o coronel.

O trabalho será coordenado por um centro de operações que vai receber as ligações 24 horas por dia, e distribuir para as equipes de plantão. Além disso, haverá troca de informação de inteligência com as polícias locais, tendo em vista que boa parte dos flagrantes estão ligados a organizações criminosas que se infiltram entre os países, dificultando o rastreamento.

tribuna

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