27 de outubro de 2020

Crise do coronavírus derruba faturamento de restaurantes em até 95% em Campo Grande/MS

Nem todos compensam receitas da entrega: “as pessoas estão fazendo comida em casa”, diz proprietário

Ricardo Campos Jr

Autorizados a funcionar por serem considerados essenciais, restaurantes têm lutado para continuar a abrir portas abertas durante e depois da quarentena. A criatividade foi usada ou usada pelos empresários em meio ao caos causados ​​pelo novo coronavírus. Os que seguem executando têm a entrega como uma “placa de salvamento”, visto que é uma das únicas formas de seguir na compreensão de uma clientela. Um índice de faturamento no setor chega a 95%, aponta os números da Associação de Bares e Restaurantes no Mato Grosso do Sul (Abrasel-MS).

Juliano Wertheimer, da Abrasel-MS, afirma que a maioria das situações do ramo não exprime tanto otimismo. Segundo ele, a maioria esmagadora de restaurantes está com faturamento prejudicado em 85% a 95%.

O sistema de entrega não ajudou os usuários porque as pessoas pararam de pedir. Por estar sem sair de casa, muitos optam por cozinhar, especialmente quem tem filhos. “A maioria das que já tinha entrega continua e quem não tinha implantado, mas não há como dizer que essa é a salvação”, afirma.

“Nosso pleito junto ao governo federal é o de afastar por 90 dias os funcionários dos bares e restaurantes que recebem o seguro-desemprego para preservar os postos de trabalho. Já estamos em crise e nosso setor foi um dos primeiros afetados ”, afirma.

Em Mato Grosso do Sul, segundo ele, são menos de 30 mil trabalhadores divididos entre três mil empresas do ramo.

IMPROVISO

O empresário Hugo Borges é dono do Graciliano, localizado próximo ao Fórum de Campo Grande. O ponto antes era estratégico para permanecer em uma região com grande movimentação de pessoas, mas como os clientes não podem sair de casa para evitar o contágio, o caminho foi liberar e implantar o “pegar e leve”.

Além disso, prevendo que ninguém consiga comer fast food durante toda a quarentena, ele poderá vender não somente o almoço, mas também o jantar.

“No começo das medidas de contenção da era astral, ninguém pode pensar no tempo que elas duram. Passar o tempo e as pessoas que não viram comer sanduíches e pizzas como se todos os dias estivessem finos da semana depois que eu pegasse minha equipe e dividir: um dos cozinheiros continuados no dia e outro entra no fim da tarde ”, conta Borges.

Segundo ele, todos os funcionários compreendem a importância de vestir a camisa da empresa neste momento.

Para segurar ou faturar dentro de uma margem de pouso reduzida, ou administrar uma parte do valor da entrega por aplicativos e tem um funcionário próprio que entrega de graça.

“Como não tem trânsito, é mais rápido levar produtos para os meus clientes. Eles atravessaram a cidade toda em cinco minutos ”, relata.

Além disso, você não aumenta a quantidade de motociclistas que passam a atender em serviços como Uber Eats e Ifood. “O delivery é uma maneira única de descobrir os tempos difíceis”, conta Borges.

Quando o coronavírus começou a motivar medidas de contenção, o faturamento do restaurante do empresário caiu 70% em uma semana. Depois que as medidas para contornar o problema foram adotadas, uma situação melhorou um pouco, mas ele ainda é um déficit de 60%, que costuma ganhar com o movimento normal.

“Vejo que a sociedade está à beira do colapso. Somos uma empresa nova e já tivemos que adaptar essa realidade. Imagino quem está com as portas fechadas ”, diz.

Hugo tenta negociar aluguel e prorrogação do vencimento de outras contas para obter o que é essencial: o salário dos funcionários. No entanto, até os próximos dias, estamos contribuindo para deixar uma situação ainda mais crítica.

“Até a quinta verde que os mercados costumam fazer os preços não estão mais chegando aos patamares do que antes”.

ATÉ BREVE?

O chefe de cozinha André Nardo, proprietário do Domus Bistrô, teve que fechar como portas durante uma quarentena porque a entrega não deu certo. “Haviam poucos pedidos. Talvez a partir da semana que vem consiga desenvolver algo diferente nesse sentido ”, disse ao Correio do Estado.

Além disso, Nardo também considera a exposição dos funcionários ao contatar como um dos elementos decisivos na tomada de decisão. “Se fizesse algo nesse sentido, de entregas, seria eu cozinhando e levando para clientes”.

O empresário e chefe de ações do governo federal para manter o setor e evitar um colapso ainda maior.

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