29 de maio de 2024

A ponte Bioceânica avança em ambas as margens do rio Paraguai

A equipe de fiscalização da ponte Bioceânica (UEP DCyP) informou esta semana o andamento das obras nas duas margens do rio Paraguai, entre as cidades de Carmelo Peralta e Porto Murtinho, no Brasil.

De acordo com o relatório técnico, os trabalhos específicos realizados no lado paraguaio são: montagem de fôrma de reforço de verga (Pila 1), montagem de andaime para verga (Pila 2), montagem de estrutura trepante 3 lateral esquerda e direita (Pila 7) ; conjunto trepante 1 lado esquerdo (Pilha 8) e carregamento de cabeça lado esquerdo – segundo estágio, com altura de 1,5 m (Pilha 13). Em relação ao encontro E1, a sexta etapa da carga já foi concluída.

No lado brasileiro, os trabalhos são: perfuração da estaca (Estaca 14), perfuração da estaca 13 para lançamento das armaduras da estaca 4 (Estaca 17); montagem de armaduras e fôrmas para o cabeçote esquerdo e direito (Pila 22), montagem de andaimes para trepar pelo lado esquerdo e montagem de fôrmas para o cabeçote direito (Pila 24).

Ao anterior acresce a montagem das armaduras e cofragem subida 0 lado direito e cura do cabeçote lado esquerdo (pilar 26), mais o remate das estacas do encontro E2.

Com tudo feito, o projeto acumula uma execução no final do último mês de abril de aproximadamente 19% a nível geral.

O PLANEJAMENTO DA OBRA, UM FATOR CHAVE

A execução deste projeto implica grandes desafios e um planejamento cuidadoso devido ao local onde a obra está localizada e às características do sonho do Chaco.

A esse respeito, o engenheiro Gian Pier Guzmán, do consórcio PYBRA (empreiteiro), explicou que o planejamento na gestão e organização para a realização deste empreendimento é um fator chave para atingir o objetivo, considerando sobretudo a distância e as condições de acesso ao local onde a ponte será erguida.

 

O profissional destacou que o planejamento estabelece uma sequência lógica na execução das obras. Portanto, eles possuem um cronograma de atividades onde o caminho crítico da obra é observado. Isso envolve todas as áreas da empresa, seja suporte e suporte, suprimentos e engenharia. Desta forma, consegue-se uma visão completa do projeto para sua correta execução, acrescentou.

Ele passou a explicar que o caminho crítico, ou rota critica define o conjunto mínimo de tarefas. Alguns dependem da conclusão dos outros. Ou seja, qualquer atraso que afete qualquer uma das tarefas tem impacto direto na data de conclusão do projeto.

“Carmelo Peralta (Chaco) tem acesso limitado e distante de Assunção (cerca de 700 km), que é o principal mercado de abastecimento. Então, a logística de compras e aquisições tem que ser feita com maior antecipação ou previsão para ter os recursos no lugar certo, na hora certa, e conseguir executar o projeto no prazo estabelecido”, disse.

Neste sentido, tendo em conta o percurso crítico da obra, sublinhou a importância da obra de planeamento na construção da ponte Bioceânica, onde também serão necessários materiais especialmente concebidos e serão trazidos do mercado local e até do mercado internacional , dependendo da fase do projeto.

A ponte Bioceânica – financiada pela Itaipú Binancional, do lado paraguaio – terá extensão de 1.294 metros, dividida em três trechos: dois constituirão os viadutos de acesso em ambas as margens do rio Paraguai; e uma corresponderá à parte estaiada, com 632 metros de extensão, com vão central de 350 m.

 

Fonte: Mopc |PY

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