23 de novembro de 2020

Crime contra Kauan pode repetir caso Eliza Samúdio e ser concluído mesmo sem corpo

Menino desapareceu no dia 25 de junho

Após um mês de desaparecimento, e 5 dias de buscas no Córrego Anhanduí por Kauan Andrade Soares dos Santos, de 9 anos, já se cogita a possibilidade de que o caso seja encerrado mesmo sem a localização do corpo, que teria sido jogado no local pelo suspeito de estuprar e matar o menino com a ajuda de um adolescente de 14 anos. Nesta situação o inquérito seria encerrado na mesmo situação do caso Eliza Samúdio, de crime sem cadáver.

Policiais já refizeram o percurso que o menino teria feito na noite do desaparecimento, em 25 de junho, e não há vestígios ou imagens de câmeras de segurança que possam ajudar nas investigações. Enquanto isso, o depoimento do adolescente, que apontou um professor de 38 anos de idade como autor do suposto estupro, assassinato e ocultação do cadáver, conduz as linhas de investigação.

O homem foi preso na última sexta-feira (20) e vestígios de sangue foram encontrados na residência e no porta-malas do carro dele. Todo o material foi levado para análise e pode resultar em prova do crime. Na residência também foi localizado material pornográfico no computador.

“Mesmo que não tenhamos o cadáver, há os vestígios de sangue e material pornográfico como indícios”.

O acusado pelo crime nega que tenha cometido o estupro e o assassinato do menino, como também abusos de outras vítimas cujos indícios foram encontrados nas investigações. A possível localização do corpo e como o crime foi planejado e executado foi informado pelo adolescente de 14 anos, que acabou apreendido.

Desde o dia (sexta) da confissão do adolescente até hoje (terça) ainda se busca pelo menino, que desapareceu no Coophavila próximo a uma lanchonete onde ele cuidava de carros na região. A época de seu desaparecimento há um mês, um mototaxista chegou a vê-lo com outros meninos ameaçando chamar o Conselho Tutelar, o que fez com que os outros garotos fossem embora, mas ele resolveu permanecer no local e ai começou o desespero da família de Kauan.

Kauan teria sido estuprado até a morte na residência do suspeito e depois colocado no porta-malas do carro e com o auxílio do adolescente jogado no Córrego Anhanduí, em Campo Grande.

No domingo (23), a casa do suspeito foi incendiada por vizinhos que ficaram revoltados com o crime. O imóvel estava com as janelas quebradas, a porta arrombada, mas sem grandes danos causados pelo princípio de incêndio, que logo foi controlado pelos militares.

Autônomo em revenda de celulares, o suspeito se apresentava como professor para ganhar a confiança das vítimas e as levar para sua casa. Vizinhos lembraram que o local era sempre movimentado e ‘vivia cheio de crianças e adolescente’, mas não o suficiente para despertar a desconfiança dos moradores.

Eliza Samudio

Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010. A jovem tinha 25 anos e pedia judicialmente o reconhecimento da paternidade do filho ao jogador Bruno Fernandes de Souza, na época goleiro e capitão do Flamengo.

Bruno conheceu Eliza em maio de 2009, foi indiciado e preso sob a acusação de ter planejado o assassinato da ex-modelo. Eliza foi assassinada em 10 de junho de 2010, no interior de uma residência em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com um dos acusados pelo crime, Eliza teria sido morta por estrangulamento e depois esquartejada e concretada. Os restos mortais da jovem nunca foram encontrados e o ex-goleiro e outros cinco envolvidos no crime já foram condenados pela justiça.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *