4 de março de 2024

Estudante da UCDB é preso por planejar massacre em universidade

Universitário tinha interações nas redes sociais com páginas ligadas a massacres, armamentos e neonazismo

Aluno do curso de psicologia da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), identificado como Yan, saiu escoltado pela polícia na manhã desta terça-feira (18), em Campo Grande, após fazer ameaças de massacre na instituição nas redes sociais. 

De acordo com a equipe policial, as mensagens foram rastreadas e identificadas fotos de armas e máscaras. As mensagens que circulavam nos grupos da faculdade eram de que ele compartilhava as imagens das armas e curtia publicações relacionadas ao nazismo.

O adolescente seria calouro de psicologia, mas antes cursava o curso de arquitetura e urbanismo na Universidade.

Ele foi preso e encaminhado para a delegacia, onde prestará esclarecimentos sobre o ocorrido. Segundo a polícia o jovem deve responder por incitação ao crime e ameaça. A família do estudante também foi acionada.

A universidade informou que o compartilhamento de fake news sobre ameaças é crime e que está atenta para que novos casos não se repitam dentro do campus.

Confira a nota na íntegra:

Tão logo a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) tomou conhecimento de supostas ameaças em conversas de WhatsApp, o Conselho de Reitoria da Instituição acionou as autoridades competentes para averiguação dos fatos. 

O autor das mensagens foi identificado e suspenso, preventivamente, das aulas. A família do aluno também foi chamada para ser conscientizada sobre o ocorrido.

Reafirmamos que o compartilhamento de fake news e de ameaças são crimes previstos em lei.

A UCDB segue atenta atuando para que ameaças como esta não se repitam, garantindo segurança no campus.

Outros casos

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, outros casos semelhante aconteceram em Mato Grosso do Sul no inicio de abril.

Três adolescentes foram apreendidos no início deste mês durante investigação de um possível ataque ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) em Coxim.

De acordo com a polícia, os estudantes tinham entre 16 e 17 anos e pretendiam realizar um ataque no Instituto, mas foram descobertos em operação da polícia de busca e apreensão na casa dos adolescentes.

O ataque estava sendo planejado por WhatsApp, entre as mensagens, a equipe policial encontrou fotos de duas armas e uma adaga. Foi constatado que os suspeitos pretendiam atacar pessoas da comunidade LGBTQ+.

Em nota o IFMS informou que os estudantes foram suspensos e passaram a cumprir as atividade letivas em regime domiciliar

Outro caso de possível ataque que ganhou repercussão e gerou preocupação nos acadêmicos, foram as mensagens de massacre na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) datado para o dia 20 de abril.

Segundo os acadêmicos foram espalhadas mensagens nos banheiros masculinos da instituição anunciando os ataques.

Ao Correio do Estado, a administração da UFMS disse que está atuando de forma conjunta com os polícias para coibir qualquer ação que se enquadre nas reinvidicações e preocupações dos alunos.

“A administração da UFMS está realizando ações com as polícias Federal, Cívil e Militar, além de já ter aberto apuração paela Corregedoria para identificar os autores da pichação, que poderão ser desligados da Universidade”, disse em resposta.

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