24 de setembro de 2021

Pazuello diz que Brasil vai ter vacina de Oxford em janeiro

Ministro da Saúdo afirma que propostas de vacinas não agradam, mas admite compra de modelo da Pfizer

Mateus Vargas
 

Em audiência pública no Congresso Nacional nesta quarta-feira, 2, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, chamou de “pífias” as propostas apresentadas por desenvolvedoras de vacinas ao Brasil, mas sugeriu que pode comprar o modelo da Pfizer, por meio do consórcio Covax Facility. A Pfizer ainda negocia a entrada na Covax Facility, consórcio internacional liderado pela Organização Mundial da Saúde.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante coletiva de imprensa

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante coletiva de imprensa

Foto: Fátima Meira / Futura Press

“Ficou muito óbvio que são muito poucas as fabricantes que têm a quantidade e cronograma de entrega efetivo para nosso País. Quando a gente chega no fim das negociações e vai para cronograma de entrega, fabricação, os números são pífios. Números em grande quantidade, se reduz a uma, duas, três ideias”, disse Pazuello.

Sem citar uma farmacêutica, o ministro também disse que há “campanha publicitária muito forte” para venda de vacina, mas que as propostas não têm agradado. “Na hora que vai efetivar a compra, vai escolher, não tem bem aquilo que tu quer, o preço não é bem aquele, e a qualidade não é aquela”, disse.

Pazuello afirmou que o Brasil pode ter 300 milhões de doses em 2021, sendo cerca de 100 milhões entregues pela AstraZeneca até o fim do primeiro semestre, além de outras 160 milhões de unidades, do mesmo modelo, que serão fabricadas pela Fiocruz. Além disso, outras 40 milhões seriam compradas pela Covax Facility.

O Reino Unido foi o primeiro país a autorizar, nesta quarta-feira, 2, o uso da vacina da Pfizer, desenvolvida em parceria com a BioNTech. A expectativa é que nas próximas semanas 800 mil doses estarão disponíveis para a população. Por meio deste consórcio, o Brasil espera comprar imunizante para 10% da população.

“O Brazil aderiu a esse consórcio desde o desenvolvimento das vacinas, já com opção de compra, recebimento de 42 milhões de doses, que poderá ser de uma das 10 fabricantes (que participam da Covax). Inclusive a própria AstraZeneca ou a Pfizer, por exemplo. Estão no consórcio”, disse o ministro.

Vacinação no Brasil

Idosos com 75 anos ou mais, profissionais de saúde e indígenas serão os primeiros a ser vacinados contra a covid-19 no País, segundo cronograma apresentado na terça-feira, 1º, pelo Ministério da Saúde em reunião com um comitê de especialistas. No encontro, a pasta informou ainda que a perspectiva é começar a vacinação contra a doença em março de 2021 e finalizar a campanha somente em dezembro, quando há previsão de oferta de doses suficientes para imunizar a população-alvo. Não há previsão de vacinar toda a população no ano que vem, de acordo com a apresentação feita pelo ministério.

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