16 de maio de 2021

Trabalho escravo: dois são presos por pagar R$ 500 em dívida de R$ 10 mil a menores em Bela Vista

 

– Midia Max

O caso veio à tona após denúncia enviada na última segunda-feira à promotora de Justiça de Nioaque, Mariana Sleiman Gomes, que por sua vez acionou a Polícia Civil de Bela Vista e a Promotoria de Justiça local, para averiguar a informação. Conforme apurado, os autores, donos de fazenda em Nioaque, foram até Bela Vista para realizar uma falsa quitação trabalhista.

Eles pagariam a quantia de R$ 500 a cada trabalhador, em troca de uma assinatura em termos de rescisão, aproveitando-se do desconhecimento das vítimas sobre o teor do documento. No entanto, de acordo com o  (Ministério Público Estadual de ), uma das vítimas teria direito a receber mais de R$ 10 mil. A Polícia Civil de Bela Vista chegou no momento exato em que os trabalhadores estavam sendo induzidos a assinar os documentos.

Os fazendeiros, presos em flagrante, serão investigados por estelionato e falsidade ideológica, em virtude da utilização de documentos forjados.

Fazenda Salto

No início deste mês, o Ministério Público Estadual, acompanhado da Polícia Civil e da  Ambiental de Nioaque, localizou uma fazenda com trabalhadores em situação análoga à escravidão. A operação ainda flagrou a prática de diversos crimes ambientais, pois foram encontradas madeiras, que seriam da espécie aroeira, desmatadas e escondidas na fazenda.

 constatou ainda mais de 100 hectares de área desmatada, com dano em seis hectares de área de preservação permanente, totalizando multa de mais de R$ 300 mil. Entre os 15 trabalhadores, havia três paraguaios trabalhando em condições irregulares, e inclusive adolescentes “trabalhando em condições precárias e sem registro”, segundo a Promotora de Justiça Mariana Sleiman Gomes.

O gerente da fazenda foi preso em flagrante por porte ilegal de arma. Já os arrendatários da fazenda responderão pelos demais crimes constatados. Após o resgate na fazenda em Nioaque, os trabalhadores foram conduzidos para Bela Vista, cidade onde residiam, para aguardar o trâmite das investigações e regularizar a situação que está sendo conduzida pelo Ministério Público do Trabalho e pela Superintendência Regional do Trabalho em MS.

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