27 de outubro de 2020

‘Este é só o início das ocupações’, afirma líder de movimento sem-terra

Grupo está acampado em Fazenda em Terenos

Aline Machado

Integrantes dos movimentos sociais FNL (Força Nacional de Luta) e (Movimento de Agricultura Familiar) que nesse domingo (20), ocuparam a fazenda  Sonho Real, distante 24 quilômetros de Terenos, permanecem a espera de uma negociação com o proprietário do local e representantes do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Segundo um dos líderes do MAF, esta pode ser a primeira de uma série de ocupações no Estado.

“Este pode ser só o começo das ocupações. Faremos um efeito dominó se não conseguirmos o cumprimento de nenhum acordo”, afirma Silvio José, que está à frente do MAF.

Na última terça-feira (15), o mesmo grupo tomou a sede do Incra. Na ocasião, eles entregaram uma carta com  várias reivindicações pedindo a aceleração da reforma agrária, liberação de verba para assentamentos em Mato Grosso do Sul e reestruturação e manutenção de rodovias a fim de melhorar o escoamento de produções.

De acordo com dados registrados no Incra, em Mato Grosso do Sul existem 189 assentamentos e 47 acampamentos cadastrados. Ao todo, 25 mil famílias esperam para que sejam assentadas no Estado.

A assessoria de comunicação do Incra afirma que ao deixar o prédio, 24 horas após a ocupação, os sem-terra prometeram dar inícios às ocupações em diferentes regiões do Estado.

Fazenda Sonho Real –

O proprietário chegou na fazenda no fim da manhã desta segunda-feira (21) e ainda irá conversar com os sem-terra que ocupam o local. Conforme o integrante do MAF, ao menos sete áreas devem ser ocupadas, caso nao haja acordo entre os manifestantes, proprietários rurais e o Incra.

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