27 de novembro de 2020

Prefeitura e 10º RCMec combatem a dengue em Caracol

João Carlos Velasquez

A frente dos trabalhos está a secretaria de Saúde do município empenhada em zerar a dengue

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Como uma batalha constante o prefeito de Caracol, Manoel Viais, juntamente com militares do 10º Regimento de Cavalaria Mecanizada, Regimento Antonio João, deu inicio a mais uma batalha contra a dengue no município de Caracol.

Os trabalhos que vem sendo realizado constantemente, desta vez recebeu o reforço dos militares que vão as residências, distribui folhetos conscientizando e ao mesmo tempo verificam as condições dos terrenos, pedindo aos moradores que retire em frente de suas residências os galhos e lixos acumulados e que a secretaria de obras do município já vem recolhendo esses materiais e colocando em lugares apropriados, dessa maneira evitando novos focos.

A frente dos trabalhos está a secretaria de Saúde do município empenhada em zerar a dengue, com a participação dos agentes de saúde; conta ainda com a participação da secretaria de Obras do município, na coleta dos lixos e limpeza dos terrenos e com a efetiva participação da primeira dama do Município, Célia Viais.

Secretaria de Saúde de Caracol, juntamente com o exército estão alertando a população para redobrarem os cuidados em relação à dengue. O calor e a chuva, típicos desta época do ano, são fatores favoráveis à reprodução do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão das doenças, como a dengue, dengue hemorrágica, Zika Virus, Microcefalia e chikungunya.

A secretária de Saúde de Caracol, Rosinéia Assis, pede que os moradores evitem que recipientes expostos se transformem em criadouros do inseto transmissor. E que as pessoas procurem limpar os quintais que cubram ou esvaziem vasos, piscinas e verifiquem se a caixa de água está bem vedada.

“Medidas básicas como manter caixas, tonéis e barris de água tampados, não deixar água acumular em pneus, lajes, garrafas e manter os pratos de vasos de plantinhas com areia até a borda vão sempre ser de responsabilidade da população no combate à doença. O importante é não deixar o mosquito se proliferar”, orienta secretária Rosinéia Assis.

O prefeito Manoel Viais, por sua vez alertou a população com os cuidados que deverão ter em relação à prevenção contra a dengue, pois o perigo é maior devido o acúmulo de água em recipientes inutilizados por parte da própria população.

“Queremos incentivar os moradores de Caracol a recolherem o lixo doméstico, principalmente os que possam acumular água que servirão de criadouros do mosquito aedes aegypti. Os responsáveis dos domicílios em uso e abandonados deverão eliminar periodicamente os recipientes, tais como: latas, garrafas, pneus, casca de ovo, tanques, copos descartáveis e calhas e verificar constantemente as piscinas e locais onde acumulam água propiciando a criação de larvas do mosquitos”, enfatizou Viais.

A dengue tem ceifado muitas vidas e que quando não mata, acaba deixando sequelas graves.

“A população deve colaborar com a limpeza dos lotes, observar se existe o mosquito transmissor em suas residências e procurar o foco, qualquer dúvida basta procurar a secretaria de saúde. Todo mundo abraçando esta causa, é mais fácil vencer esta guerra. Só depende da população”, destacou Manoel Viais.

O prefeito Manoel Viais agradeceu na oportunidade a participação do Exército Brasileiro, através do seu comandante, TC Claúdio Carneiro Mardine, da unidade de Bela Vista, que não tem medido esforços para auxiliar a cidade nos momentos mais críticos.

Foram servidos lanches e sucos as pessoas que ajudaram na campanha.

Mas não se engane: as doenças são diferentes. Vejam a seguir quais são os sintomas de cada uma delas, segundo informações da ACEA.ORG:

Dengue

Doença: Dentre as três, é a mais conhecida e presente no Brasil. O país vive hoje uma epidemia da doença.

Transmissão: O vírus da dengue é transmitido pela picada do mosquito aedes aegypti.

Sintomas: Febre alta (geralmente dura de 2 a 7 dias), dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Nos casos graves, o doente também pode ter sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal, vômitos persistentes, sonolência, irritabilidade, hipotensão e tontura. Em casos extremos, a dengue pode matar.

Tratamento: A pessoa com sintomas da dengue deve procurar atendimento médico. As recomendações são ficar de repouso e ingerir bastante líquido. Não existem remédios contra a dengue. Caso apareçam os sintomas da versão mais grave da doença, é importante procurar um médico novamente.

Chikungunya

Doença: Os primeiros casos “nativos” da doença no Brasil apareceram em setembro do ano passado em Oiapoque, no Amapá. Antes disso, já haviam sido detectados casos de pessoas que contraíram a virose fora do país. A origem do nome chikungunya é africana e significa “aqueles que se dobram”. É uma referência à postura dos doentes, que andam curvados por sentirem dores fortes nas articulações.

Transmissão: É transmitida pelos mosquitos aedes aegypti (presente em áreas urbanas) e aedes albopictus (presente em áreas rurais).

Sintomas: O principal sintoma é a dor nas articulações de pés e mãos, que é mais intensa do que nos quadros de dengue. Além disso, também são sintomas: febre repentina acima de 39 graus, dor de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, as mortes são raras.

Tratamento: Como no caso da dengue, não há tratamento específico. É preciso ficar de repouso e consumir bastante líquido.

Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia.

Zika

Doença: A doença pode ter sido detectada na Bahia. A suspeita é de que ela tenha sido trazida para o Brasil durante a Copa do Mundo.

Transmissão: Mais uma vez, o aedes aegypti é o vilão da história. Mas o vírus também é transmitido pelo aedes albopictus e outros tipos de aedes.

Sintomas: O vírus não é tão forte quanto o da dengue ou da chikungunya e os pacientes apresentam um quadro alérgico. Os sintomas, porém, são parecidos com os das doenças “primas”: febre, dores e manchas no corpo. Quem é infectado pelo zika também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite.

Tratamento: Assim como nas outras viroses, o tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e remédios que aliviem os sintomas e que não contenham AAS.

Sobre a Síndrome de Guillain-Barré

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica grave caracterizada pela inflamação dos nervos e fraqueza muscular, que em alguns casos pode ser fatal. Geralmente ela é diagnosticada após algumas semanas de uma infecção viral como dengue ou Zika Vírus, por exemplo.

A síndrome de Guillain Barré é uma reação do organismo que pode ocorrer até um mês depois de uma infecção causada por vírus ou bactérias e ataca o sistema nervoso, provoca paralisia que começa pelos pés e sobe pelo corpo até chegar ao rosto. Nos casos mais graves, provoca paralisia respiratória.

A Síndrome de Guillain-Barré não tem cura, mas existem tratamentos capazes de reduzir os sintomas da doença, melhorando a qualidade de vida do indivíduo. Ela progride em 2 a 4 semanas e a maioria dos pacientes recebe alta hospitalar após 4 semanas, mas o tempo total de recuperação pode demorar meses ou anos.

A maioria dos pacientes se recupera e volta a andar após 6 meses a 1ano de tratamento, mas existem alguns que tem maior dificuldade e que precisam de cerca de 3 anos para se recuperar.

Fotos: Roberto Rivanildo Alves Coelho

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