30 de novembro de 2020

Réus por escândalo de pedofilia pegam 57 anos, mas só 2 ficam presos

Penas individuais ficaram entre e 11 anos

Jéssica Benitez

O juiz Marcelo Ivo de Oliveira condenou cinco envolvidos no caso de exploração sexual de adolescentes que ganhou manchete nacional nos últimos meses. Porém, três deles poderão recorrer em liberdade. Ao ex-vereador Alceu Bueno foi determinada pena de 8 anos e dois meses em regime fechado, pelo cometimento de dois crimes de exploração sexual de vulnerável. O ex-deputado Sérgio Assis ficara em regime semiaberto por seis anos pelo mesmo motivo.

O empresário Fabiano Otero ficará 11 anos e 11 meses recluso em regime fechado por extorsão, exploração sexual de vulnerável, corrupção de menores, associação para o crime e tráfico de menor para fins de exploração sexual. Sua pena seria de 23 anos e 10 meses de reclusão, mas foi reduzida pela metade em razão do réu ter efetuado acordo de colaboração premiada.

Já o empresário Luciano Pageu ficará mais tempo preso. Segundo a sentença proferida pelo magistrado, serão 21 anos e 7 meses de regime fechado pelo cometimento dos crimes de exploração sexual de vulnerável, corrupção de menores, associação para o crime e por dois crimes de extorsão.

Ele foi absolvido apenas do crime de tráfico de menor para fins de exploração sexual por não haver provas para condenação. O ex-vereador Robson Martins não teve a mesma sorte que no passado e acabou condenado a 9 anos e 4 meses de reclusão. Além disso, terá que pagar 93 dias-multa pelo cometimento de dois crimes de extorsão. O réu foi absolvido do crime de associação para o crime por não haver provas para condenação.

As penas somadas atingem 57 anos e 20 dias de reclusão e 93 dias-multa. A denúncia foi apresentada no dia 30 de abril de 2015. Robson, Alceu e Sérgio poderão recorrer em liberdade porque não estão presentes os requisitos da prisão preventiva e porque não criaram embaraço para a instrução do processo. Já Fabiano, que esta em prisão domiciliar, e Luciano, preso no sistema penitenciário, não terão o mesmo benefício.

Caso – Martins foi preso no dia 17 de abril ao ser flagrado no estacionamento de um supermercado extorquindo R$ 15 mil de Alceu, à época ainda detentor de mandato na Câmara Municipal. O dinheiro seria para impedir a divulgação de vídeos nos quais ele aparecia praticando sexo com adolescentes.

O material seria parte de um esquema de exploração sexual das jovens, que registravam os encontros com figuras públicas em câmeras escondidas, para extorqui-los depois. Após a revelação do episódio, que chegou ao conhecimento da polícia, o então legislador renunciou ao cargo.

Otero, acusado de ter agenciado as meninas para os políticos, apontou os outros envolvidos após ter firmado acordo de delação premiada. Com o desdobramento das investigações, a polícia e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) descobriram que os envolvidos agenciavam até mesmo crianças, a pedido dos “clientes”.

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